domingo, 20 de setembro de 2009

Pesquisa avalia impactos causados por problemas bucais no desempenho das pessoas

A DTM e Dor Orofacial é uma entidade que estuda vários efeitos na população economicamente ativa em diversas regiões e disponibilizou pesquisa realizada em 2008 que aponta como causa de baixo desempenho por parte de profissionais problemas relacionados à saúde bucal.

Como nosso blog é voltado para estratégias nada melhor que discutirmos propostas sobre como alcançar esta demanda reprimida e buscar quantificar as possibilidades de atendimentos com horários previamente agendados, pagamentos descontados diretamente do holerite etc.
Esta é uma forma de posicionamento, mas antes de debatermos sobre o consultório corporativo, entendam o que dizem os pesquisadores, abaixo:

Mais de dois terços dos participantes tiveram pelo menos um desempenho diário afetado por problemas odontológicos nos últimos seis meses. Mulheres de baixas renda e escolaridade relatam maior comprometimento das funções.

Os problemas de saúde bucal têm sido cada vez mais reconhecidos como importantes causadores de impacto negativo no desempenho diário e na qualidade de vida dos indivíduos e da sociedade. Além de causarem dor, as doenças bucais provocam sofrimento, constrangimentos psicológicos e privações sociais, ocasionando prejuízos individuais e coletivos. Isso é o que mostram Andréa Gomes e Claides Abegg, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em um estudo que teve como objetivo investigar a prevalência do impacto bucal no desempenho diário de adultos brasileiros, avaliando sua associação com as variáveis sócio-demográficas e clínicas.

O trabalho foi realizado em 2005 com 276 funcionários do Departamento Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre, com idade entre 35 e 44 anos. De acordo com artigo publicado na edição de julho de 2007 dos Cadernos de Saúde Pública, “os indicadores sócio-dentais conseguem mensurar o grau em que as doenças bucais interferem no funcionamento normal e desejável do indivíduo, desde os aspectos funcionais (como, por exemplo, comer), os psicológicos (como humor, irritação) até os sociais (como frequentar a escola, trabalhar, desempenhar obrigações familiares)”.

A equipe observou que, do total de participantes, 73,6% tiveram pelo menos um desempenho diário afetado por problemas odontológicos nos últimos seis meses. O mais afetado foi comer e apreciar a comida (48,6%). O desconforto (40,6%) e a insatisfação com a aparência (31,5%) foram os sintomas mais prevalentes. Já a falta de dentes (21,7%) e a dor de dente (20,7%) foram às principais causas percebidas de impacto no desempenho diário. Além disso, os especialistas verificaram associação significativa entre sexo e a maioria dos impactos nos desempenhos diários, em que as mulheres relataram maior comprometimento das funções do que os homens. Também houve associação significativa entre escolaridade e renda. “Baixo nível de escolaridade e baixa renda têm relação com uma maior prevalência de impactos bucais”, afirmam no artigo.
Apesar disso, os pesquisadores ressaltam a importância de se fazer novas pesquisas sobre o assunto: “são necessários estudos com outras faixas etárias e culturas envolvendo indicadores subjetivos, a fim de integrar estimativas de tratamento, ampliar os conceitos de saúde bucal e monitorar a redução do impacto odontológico por meio da atenção em saúde bucal”.

domingo, 6 de setembro de 2009

Entenda o como será o cálculo de sua aposentadoria

A mudança proposta que esta para ser sancionada pelo Presidente Lula é totalmente desfavorável aos segurados, conforme já comentamos anteriormente, pois além de analisar o tempo de contribuição a previdência também analisará o “fator previdenciário” que verifica a expectativa de vida e a idade, cruzando com o tempo de contribuição e criando um fator chamado 85/95.
Portanto, pelo fator previdenciário criado pela nova Lei os segurados com uma faixa etária entre de 50 anos e com o tempo de contribuição de 35 anos, poderão requerer o seu benefício, que, no entanto, corresponderá em 60% do que teria direito.
Entretanto, existem dois pontos cujo estudo ainda não foi devidamente concluído e não um há consenso formado: um é a possibilidade de isenção de contribuição para quem contribuir com a previdência pelo tempo que lhe garanta integralmente aposentadoria e continuar trabalhando, ou seja, meso que você já tenha contribuido para obter a sua aposentadoria deverá continuar a contribuir e o congelamento na expectativa de vida para os beneficiários que não atingirem o fator 95/85.
Mas o que significa este fator 95/85? Siga os exemplos abaixo:
Aos 60 anos de idade e 35 de contribuição previdenciária resulta como soma no fator 95. Ou idade de 55 anos e 40 anos de contribuição ao INSS, também resulta no fator 95 e numa aposentadoria de 100% do valor do benefício, ou seja, soma-se a idade e o tempo de contribuição.
Mas se o benefício for solicitado aos 50 anos de idade e 35 de contribuição terão como soma 85. Ou 55 anos de idade e 30 anos de contribuição, o que também resulta no fator 85. O que corresponde a uma redução em até 40% do valor da aposentadoria.
No meu caso, por exemplo, em 26 de agosto de 2010 completo o meu tempo de contribuição, 35 anos e com idade de 50 anos, aproximadamente, mas para requerer meu direito que em tese deveria me dar tranqüilidade e assegurar uma existência digna, terei que adiar por 10 anos, caso eu queira fazer jus a 100% do que me é devido, ou seja, para tê-lo deverei contribuir com 76,67% do total de minha vida, mas sem nenhuma garantia do valor a ser recebido, pois será também analisada a média dos meus maiores 80 salários, mas que salário eu terei aos 60 anos, quando em um país como o nosso aos 48 já estou velho e ultrapassado?

AS MUDANÇAS NOS BENEFÍCIOS PAGOS PELO INSS

Você sabia que as regras para requerer seus benefícios junto ao INSS mudaram? Isso mesmo, mais uma vez nossos representantes decidiram dar uma “ajuda” para que nós tenhamos uma aposentadoria maior, bem é que garante o parlamentar responsável pelo projeto. Veja abaixo algumas informações importantes:
O projeto de Lei somente esta aguardando a sanção do presidente da República para que se torne lei e entre em vigência com mudanças substanciais na base de cálculo das aposentadorias do setor privado. Esta nova Lei estabelece o "fator previdenciário", mais uma miraculosa fórmula pela qual o trabalhador brasileiro deverá continuar a contribuir para a previdência, mantendo-se na chamada população economicamente ativa por mais tempo que necessário ou se utilizar de seu “direito” facultativo de antecipar o seu pedido de aposentadoria e ver reduzido o valor de seu benefício.
Neste "fator previdenciário", criado com a Lei, serão considerados outras variáveis, como idade, tempo de contribuição, expectativa de vida do trabalhador e alíquota de contribuição. Para ser mais claro tudo indica que teremos que permanecer trabalhando por pelo menos cerca de quatro a cinco anos a mais que o previsto para termos direito a nossa "pensão".
A nova lei muda radicalmente a fórmula de cálculo da aposentadoria, onde não mais serão levadas em consideração as 36 últimas contribuições, as quais serviriam de base para o estabelecimento do valor do benefício a ser pago. A nova base de cálculo passa a ser a média dos últimos 80 maiores salários de contribuição do trabalhador do período de julho de 1994 até a data da aposentadoria, o que representa mais anos de contribuições para cobrir o déficit do INSS.
Em tese isso representa uma redução no valor dos benefícios a serem pagos e criando mais uma barreira para impedir o requerimento da aposentadoria pelo trabalhador. Já em se tratando das aposentadorias do setor público não houve quaisquer alterações, mesmo sendo elas responsáveis por um rombo de aproximadamente R$ 20 bilhões causando um desequilíbrio tanto no orçamento como por conseguintemente déficit da previdência.
Para os deputados e senadores que formam a oposição, que logicamente votou contra, mas não por convicção, mas por ser “apenas” oposição, dizem que a Lei pode ainda ser revogada pelo Supremo Tribunal Federal, pois ela já nasceu com vícios de inconstitucionalidade.
Definitivamente estamos diante de mais uma Lei mal elaborada e não discutida com a sociedade (mas não foi à sociedade quem elegeu estes representantes?), como as demais tentativas fracassadas de se alterar a contribuição dos servidores públicos, barrada pelo STF. Pelo que me parece, mais uma vez, nossos dignos representantes do Senado e da Câmara dos Deputados insistem em desconhecer, ou desconsiderar, a nossa Constituição e continuam a produzir leis descabidas que não levam em conta os dispositivos nela previsto.

sábado, 5 de setembro de 2009

Uma Visão de Estratégia de Marketing e Posicionamento Competitivo

Ao ser convidado mais uma vez para contribuir com o CETAO NEWS e escrever um artigo para esta coluna logo pensei em falar sobre estratégias de marketing e o posicionamento competitivo, pois todos agora só falam nisso, mas qual a sua visão sobre estas ferramentas? Bem talvez eu possa ajudá-lo, assim pelo menos espero.
Sabemos que a chave do futuro e o sucesso das organizações dependerão do foco que ela direcionar ao cliente, e não no produto ou na tecnologia, e terá que se apoiar em informações advindas do mercado, mais precisamente do seu cliente e isso é criar valor em favor da empresa.
Esta afirmação tem por objetivo redirecionar certas posições nas atuais estruturas montadas com visão de marketing estratégico em muitos consultórios, que na verdade são muito mais para atender as necessidades do profissional do que do seu cliente propriamente dito. Na própria definição de marketing temos – “concentrar-se na identificação e na satisfação das necessidades e desejos dos clientes mediante lucro” e com esta definição pergunto “a suas atuais posições de marketing o têm levado ao lucro?” Caso você não saiba a resposta então você está com três grandes problemas. Primeiro você não tem métrica (falta administração e isso é fatal para qualquer negócio), segundo você não sabe o que está querendo (falta objetividade nas ações de marketing e você esta obtendo despesas e não investimento) e por terceiro e último qual a posição que estas ações estão levando o seu consultório ocupar (se você não sabe é porque não tem o perfil do seu próprio cliente e isso é grave).
Então o que temos que fazer? Bem se você se encontra nesta situação procure esta resposta – “as estratégias de marketing estão buscando respostas eficazes aos ambientes de mercado e de fato me auxiliando a definir segmentos e a me posicionar com ofertas de serviços para o público-alvo de meu interesse?” Veja que a maioria das ações diz sobre reformas, tv’s, papelaria etc. e você se vê fazendo o mesmo para todos, quer seja clientes particulares ou de convênios e sua lucratividade se perde neste processo.
A orientação voltada para o cliente deve acima de tudo compreendê-lo continuamente e com isso criar valor a ele e não satisfazer aos seus interesses. Então a primeira tarefa fundamental das ações de marketing a serem implementadas em seu consultório será a identificação das necessidades de seu cliente e criar um ambiente interno capaz de traduzir isso em prestação de serviços que sejam percebidos (razão esta que escrevemos anteriormente sobre o ambiente externo). Estas ações visam buscar um posicionamento ideal e competitivo a ser adotado e praticado em toda organização, lembrando que este mercado é heterogêneo, onde as diferenças são abundantes assim como as ofertas concorrenciais são extremamente similares.
Desta forma, as ações de marketing têm a obrigatoriedade de levá-lo a decidir claramente qual o mercado ou quais os mercados-alvo que a organização procurará atender. E é sempre bom reforçar – “querer ser bom para todos e a receita certa para ser ruim em tudo” – . O marketing da confiança ainda é a melhor das ações.
Segundo Johnson e Scholes (1998) estratégia é a adequação das atividades de uma organização ao ambiente em que ela opera e a seus próprios recursos. Assim logo podemos concluir que as ações de marketing devem ser adequadas as necessidades e exigências do mercado, ou melhor, do seu público-alvo. Igualmente os recursos organizacionais devem obedecer a um critério de adequação dentro da realidade de mercado o qual opera.
Portanto, concentrar seus esforços em mudanças estruturais e tecnológicas não pode ser dado como garantia de sucesso, muito pelo contrário, quando mais aumentar a estrutura maior será o custo e quanto maior for sua incapacidade de repassar este custo (principalmente se a base de clientes forem oriundos de convênios odontológicos) menor será sua margem de lucro e conseqüentemente isso poderá e com certeza o levará ao prejuízo.
Com isso vimos que a estratégia de marketing está intimamente ligada aos recursos organizacionais e sem uma perfeita sincronia e sinergia entre estes não haverá sucesso, mas cabe uma ressalva, onde você deve diferenciar estratégia de marketing e posicionamento das ações isoladas de marketing, ou seja, uma mala direta aos seus clientes é uma ação e não uma estratégia, criar um pacote atrativo de financiamento é uma ação também. Estratégia são a definição de negócio e estas ações, as quais são chamadas de funcionais é que são os caminhos para se alcançar os objetivos traçados.
Ao que me parece falta uma conscientização das mudanças que estão afetando o ambiente em que o marketing opera que é dividido em dois elementos: o ambiente competitivo que engloba a empresa, neste caso o consultório, os concorrentes diretos e os clientes de forma geral e o macroambiente que é onde as empresas operam incluindo, portanto o ambiente social, político e econômico.
Com base nestas premissas é que devemos nos pautar em nossas ações de marketing, analisando de forma crítica e objetiva o ambiente competitivo e estabelecer quais meus alvos e em seguida posicionar minha organização, sempre obedecendo à estratégia competitiva, dentro do contexto social, político e econômico, aqui representados pelos grandes grupos de convênios que acabam por influenciar de maneira decisiva no ambiente competitivo.
Ressaltamos que a importância de se compreender o macroambiente é de fundamental importância para a sobrevivência do seu negócio, uma vez que o reconhecimento das mudanças no ambiente de negócios pode lhe dar uma vantagem competitiva ao mesmo tempo em que o auxilia a reagir às mudanças que este ambiente promove.
É certo que a origens destas mudanças vêm se alterando ao longo do tempo e o que vemos é que as ações propostas não às acompanham, pois é preciso criar novas abordagens para fugirmos do comum, em minha opinião falta comprometimento com o negócio e isso inclui a visão organizacional, mais precisamente a administração financeira e contábil, já que as ações de marketing não contemplam a métrica.
Já o posicionamento deve ser embasado em alguns pontos críticos, que em muitas vezes são desconhecidos ou passam despercebidos os quais podemos citar alguns: competências essenciais (qual a sua competência), foco no usuário final (o desafio são as pessoas) e melhores práticas (os clientes não o escolherão em detrimento a concorrência, se você mantiver os mesmos serviços que eles, é preciso se diferenciar).
Não resta dúvida que o mercado será a força dominante que influenciará os negócios em um futuro muito próximo, assim estar preparado para enfrentá-lo é a única solução para nos mantermos atuando nele. Saber estabelecer uma relação de confiança com o mercado por meio de seus clientes e parceiros é o ponto a ser trabalhado, oferecer café, alguns minutos de distração com TV na recepção não terá o mesmo impacto de um atendimento exclusivo e personalizado, com uma equipe focada no cliente e pronta para satisfazer as suas necessidades.
No segmento odontológico o marketing é viral, ou seja, boca-a-boca e criar uma marca única com seus clientes torna-se vital para o seu negócio, isso o levaria a entrar na cadeia de valores dele, mas sempre resta uma última pergunta: Você sabe o que o seu cliente valoriza? Com toda certeza o bom profissional de marketing saberia lhe responder.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Empresa japonesa lança microscópio dental eletrônico

A tecnologia é uma das grandes responsáveis das pressões externas nas empresas, e nos consultórios odontológicos, que devem ser vistos como empresa, não poderia ser diferente. Assim um posicionamento estratégico pode ser orientado pela adoção de novas tecnologias primeiro que seus concorrentes, o que trará mais confiabilidade aos seus clientes em saber que são tratados com tecnologia de última geração.

O que ocorre é que mesmo sabendo que os concorrentes, com o tempo terão acesso a este tipo de tecnologia, a preferência sempre será a de “apostar” em quem é pioneiro. Conheçam o lançamento da Thanko:
A Thanko, uma empresa asiática especializada em "inutilidades tecnológicas", está lançando no mercado japonês um gadget que promete ser o sonho de consumo de todo dentista amador: um "microscópio dental" eletrônico.

Com aparência de uma escova elétrica, o aparelho é ligado a uma das portas USB do computador. No lugar das cerdas há um sensor de imagem rodeado por seis LEDs brancos ultra-brilhantes montados em círculo.

O usuário pode fotografar seus dentes com resolução de 1280×1024 pixels, ou fazer videozinhos de até 640×480 pixels. Ideal para encontrar aquele pedacinho de couve ou fiapo de carne, ou para verificar se está mesmo na hora de marcar uma limpeza.

O microscópio dental da Thanko pode ser encomendado via internet pelo site GeekStuff4U.com com preço de 8,2 mil yen, cerca de R$ 160. E o revendedor avisa: o aparelho não foi projetado para uso médico.

domingo, 2 de agosto de 2009

Você sabe o que é estratégia?

Nos mais diversos artigos, palestras, seminários e cursos as palavras estratégia, posicionamento e vantagem competitiva estão cada vez mais presentes, mas e você sabe realmente o que significa cada uma delas? Ou melhor, sabe quais as ligações entre elas? Então vamos discutir a seguir o que realmente é uma estratégia.

Estratégia é o simples exercício de efetuarmos escolhas dentro de um processo competitivo, ou seja, é escolher o que não fazer. Simplesmente isso, pois pensemos se não houvesse a necessidade de escolha não haveria o porquê da estratégia e toda a base de construção da vantagem competitiva estaria a cargo do sistema operacional.

Já o posicionamento estratégico significa desenvolver práticas de prestação de serviços de forma diferenciada dos concorrentes, ou desempenhar as mesmas atividades de forma diferente. Logo podemos concluir que a base da estratégia competitiva é se diferenciar, o que indica uma opção de escolha visando formar um conjunto de atividades que agreguem valor ao cliente.
Assim, a essência da estratégia se encontra no desenvolvimento de atividades, podendo ser executadas de maneira diferente ou em se apoiar em atividades não oferecidas pelos concorrentes. Segundo Michael Porter “se assim não for, a estratégia nada mais é que um slogan de marketing, incapaz de resistir à competição”.
O posicionamento é baseado em três pontos distintos e que são mutuamente excludentes:

Ø Posicionamento baseado na variedade o qual não tem muita ligação com a odontologia, pois se concentra na capacidade da empresa produzir serviços ou produtos utilizando diversas atividades diferenciadas;

Ø Posicionamento baseado nas necessidades que esta direcionada para um público-alvo específico. Ele é capaz de atender a um grupo de clientes com necessidades diferenciadas e proporciona um conjunto de medidas desenvolvido sob medida satisfazendo essas necessidades de forma incontestável.

Ø Posicionamento baseado no acesso que se baseia em condições especificamente geográficas ou pela posição do cliente tais como: classe social, categoria de convênios etc.

Podemos perceber que a estratégia, é um conjunto de escolhas, se baseia no posicionamento que pretendemos manter no mercado o que Porter coloca como “posicionamento exclusivo e valioso, envolvendo um conjunto de atividades diferentes. Se houvesse apenas um único posicionamento ideal, não haveria necessidade de estratégia”. Assim percebemos que ao escolhermos atividades diferentes de nossos concorrentes estamos fortalecendo nosso posicionamento ou na melhor das hipóteses estamos fazendo escolhas sobre o que não fazer.

Existem três formas de se posicionar: pelo custo, pela diferenciação e pelo enfoque, sendo este último híbrido perante os dois restantes. Você pode optar um uma estrutura de custos e se posicionar para o atendimento de classes menos suscetíveis a qualidade(Posicionamento baseado nas necessidades) ou muito mais suscetíveis a preços (Posicionamento baseado no acesso), mas também pode proporcionar um atendimento diferenciado, mas mantendo a estrutura de custos como no caso da Gol Linhas aéreas que optou pela padronização da frota, portanto uma estrutura de custos menor em relação a estoques, equipes de atendimento e de vôo, treinamento, equipamentos de simulação de vôo, etc.

Já a TAM que teve sua estrutura criada com base em diversos equipamentos naturalmente optou pela diferenciação, pois a substituição de todos os equipamentos (que esta em plena atividade) demanda tempo, com isso incrementou em seu atendimento diversos serviços complementares. O que nos leva a pagar a mais pelo mesmo serviço oferecido pela concorrente.
Temos então, dois tipos de posicionamento a Gol com uma estrutura de custos diferentes do concorrente conseguindo trabalhar com preços menores e a TAM com uma diferenciação de qualidade o que acarreta custos mais elevados obrigando-a a trabalhar com um público-alvo diferenciado.

Vantagem competitiva advém da sinergia de todo sistema de atividades gerando compatibilidade entre elas, no caso específico da odontologia não podemos oferecer as mesmas atividades para clientes oriundos dos convênios disponibilizados para os particulares, é preciso buscar a diferenciação entre os dois públicos. Trabalharmos da mesma forma para os dois casos é uma receita certa para a mediocridade.

O que ocorre na odontologia hoje é que não há diferenciação, ou seja, todos apresentam as mesmas formas de prestação de serviços tornando-os iguais, aumentando com isso a rivalidade entre a concorrência e igualmente aumentando o poder de barganha do cliente. Assim para se conquistar a vantagem competitiva temos que estabelecer escolha (estratégia), se colocar no mercado com base tanto na estrutura montada como em nossas escolhas (posicionamento) e se diferenciar dos demais participantes do setor, oferecendo serviços de valor agregado e cobrando a mais por isso (Vantagem Competitiva).

Agora o desafio é manter esta vantagem competitiva de forma sustentável impedindo a imitação da estratégia por parte dos concorrentes, o que discutiremos posteriormente.


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Uma nova Obrigação

O governo acaba de nos brindar com mais uma obrigação para com nossos clientes, o que acarretará em mais custos, além do tempo a ser dispensado para execução de tal prática, mas ao ler a notícia veiculada ontem o que em princípio parece ser benéfico a nós consumidores, pois todos nossos fornecedores de materiais e serviços deverão cumprir o que determina a lei, incorremos em uma via de mão dupla, ou seja, deveremos postar a cada um de nossos clientes uma declaração de quitação de débito.

Não se discute talvez a intensão da nova lei, o que se levanta nesta oportunidade é como cumprir com mais esta obrigação quando as margens de lucro em um consultório estão cada vez mais diminutas em face da má remuneração, principalmente dos convênios, que com certeza exigirão dos seus associados à declaração de quitação de seus haveres para com eles, criando mais um embaraço burocrático para um setor onde a administração não era até então levada a sério.

E por que talvez a intensão e não a intensão, a resposta é bem simples, quando que será criada a obrigatoriedade de emissão destas informações para receita? Pode se tratar de mais um mecanismo de controle e monitoramento das atividades financeiras e contábeis, tanto das pessoas físicas, quanto das jurídicas. Segue abaixo a matéria (fonte- Portal Terra - 30.07.09):


Empresa enviará declaração de quitação de débitos a clientes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira lei que obriga as empresas prestadoras de serviços públicos ou privados a enviar a seus consumidores uma declaração de quitação anual de débitos.

De acordo com a lei, a declaração compreenderá os meses de janeiro a dezembro de cada ano, excetuando-se débitos que estejam sendo questionados judicialmente. Se o consumidor não tiver utilizado o serviço em todos os meses, terá direito a uma declaração relativa aos meses em que efetivamente houve prestação de serviços.
A declaração poderá ser enviada ao consumidor até o mês de maio do ano seguinte ao serviço prestado.

O documento vai beneficiar o consumidor de duas formas. Primeiro, porque substitui o conjunto de comprovantes de pagamentos mensais. Além disso, o consumidor estará protegido contra cobranças indevidas por suposta inadimplência passada.