sábado, 21 de novembro de 2009

Fusão Amil-Medial agrada mercado, mas envolve desafios

Amil vai ampliar sua base de consumidores e tornar a Medial mais eficiente, mas precisará absorver rapidamente os ganhos de sinergia.
A compra da operadora de planos de saúde Medial pela Amil, anunciada nesta quinta-feira, pode aumentar a eficiência de ambas as companhias e abrir caminho para uma consolidação maior do setor, segundo analistas de duas corretoras que acompanham a Amil. No curto prazo, porém, a empresa precisa provar que é capaz de digerir os ganhos de sinergia que a aquisição pode trazer num prazo que compense o valor pago pela transação, visto como relativamente alto.
A visão mais positiva sobre a compra vem do analista da corretora do Santander, Daniel Gewerh. Responsável pela cobertura das empresas do setor de saúde, ele afirma que o principal benefício para as companhias é a possibilidade de a Medial melhorar seus processos de precificação dos planos de saúde comercializados, ao adotar os padrões da Amil.
Segundo o analista, a Medial praticava preços abaixo da média de mercado para alguns produtos como forma de conquistar clientes da concorrência, mas amargava prejuízo nessas operações. No longo prazo, a empresa saía muito prejudicada pela estratégia.''Nesse setor, a precificação é fundamental, é o ponto mais importante desse negócio'', afirma.
A aquisição também pode melhorar os índices de sinistralidade da Medial - ou seja, reduzir os gastos da empresa com serviços de saúde - e gerar economia com a diluição dos custos administrativos.
Para a Amil, por sua vez, o negócio amplia a base de clientes e fortalece a capacidade de distribuição no mercado paulista, o mais importante do país. A fatia da empresa em São Paulo vai praticamente dobrar, dos atuais 7,9% para 15,1%.''Essa compra se encaixa perfeitamente na estratégia da Amil. Ela adquiriu a empresa que precisava adquirir'', diz Gewerh.
Consolidação em andamento

O analista do Santander acredita que o negócio também aumenta as chances de a Amil se tornar a grande consolidadora do mercado de saúde, a partir da aquisição, em médio e longo prazo, de outras concorrentes. Alguns dos negócios mais importantes do setor nos últimos cinco anos foram protagonizados pela Medial, ao comprar a Amesp, e pela Amil, ao adquirir a Amico e a Blue Life.
Com uma base maior de clientes e a amplia liderança de mercado, a Amil ganha condições de acelerar o processo de consolidação em curso no setor desde o início da década. Segundo Gewehr, o Brasil contava com 2.273 operadoras de planos dentais e de saúde, no ano 2000, ante 1.273, ao fim do primeiro semestre de 2009.

A situação financeira da
Amil, também é favorável. Capitalizada pela abertura de capital promovida em 2007, a companhia contava com 1,1 bilhão de reais em caixa antes da aquisição. Pelos 51,9% das ações da Medial a companhia vai desembolsar 612 milhões de reais, o que deixa uma folga significativa para que a empresa tome fôlego e volte às compras, sem contar a possibilidade de um aumento na alavancagem, que poderia ser executado com relativa facilidade, na opinião de Gewerh.
Dificuldades da operação

Para a Fator Corretora, porém, a Amil. pode esbarrar justamente na incapacidade de absorver as concorrentes que ela adquire. Em relatório assinado pelo analista Iago Whately, a corretora diz que a aquisuição será positiva para a Amil do ponto de vista comercial, mas alerta que a companhia ''tem mostrado dificuldade em integrar os processos e capturar as sinergias de outros ativos adquiridos''.

Na aquisição desta quinta-feira, o risco fica ainda mais evidente por causa das dificuldades que a Medial atravessa, em função da ''falta de capacidade da rede própria e da ineficiência de seus processos internos''.
Whately afirma também que a carteira de clientes da Medial é de baixa qualidade e lembra que, segundo as regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos individuais, os reajustes de preços são definidos pela agência e as operadoras não podem cancelar os contratos.

Isso aumenta o desafio da Amil por indicar que a sinistralidade da Medial só vai convergir para os níveis da empresa compradora após a reestruturação das operações, o investimentos em hospitais e - o que é mais difícil - a mudança no perfil da carteira de clientes da Medial.
Segundo o analista, como o valor oferecido pela Medial (17,2066 reais por ação) já pressupõe que a compradora será capaz de capturar os ganhos de sinergia do negócio, a Amil corre o risco de perceber que pagou caro pela concorrente, caso demore demais para digerir o novo ativo.

A proposta de compra da Amil embutiu um prêmio de 17% em relação à cotação dos papéis da Medial no dia anterior ao fechamento do contrato (14,70 reais). A reação inicial do mercado foi basante positiva. As ações ordinárias da Amil subiram 10,41% nesta quinta-feira enquanto as da Medial avançaram 11,50%.

Amil compra controle da Medial por R$ 612 milhões

Empresa vai pagar um prêmio de 17% sobre a cotação das ações da rival

A operadora de planos de saúde Amil comprou uma de suas maiores concorrentes, a Medial. A empresa anunciou a aquisição de 36,22 milhões de ações ordinárias (com direito a voto), o que corresponde a quase 52% do capital total.
Pelos papéis, a Amil, vai pagar 612,5 milhões de reais, ou 17,2066 reais por ação. Isso representa um prêmio de 17% em relação à cotação dos papéis no fechamento da bolsa nesta quarta-feira (14,70 reais). Os papéis tiveram forte procura no início do pregão desta quinta e abriram negociados a 16,60 reais, em alta de 12,93%. Já as ações ordinárias da Amil. subiam 9,15%, para 13 reais.

A operação consolida a posição de liderança da Amil no mercado brasileiro de planos de saúde. Com o negócio, a fatia de mercado da Amil. no Estado de São Paulo, o mais rico do país, quase dobra, dos atuais 7,9% para 15,1%. Em todo o Brasil, a fatia salta de 6,2% para 10,1%, atingindo 4,2 milhões de beneficiários em saúde e outros 986 mil em planos dentais.

Há vários meses o mercado especulava sobre a aquisição da Medial pela Amil. No ano passado, EXAME antecipou que as duas empresas negociavam uma fusão.

A Medial sempre negou a existência das conversas, mas em outubro os rumores voltaram a circular devido à saída de Emílio Carazzai da presidência da empresa. Sua substituição pelo executivo Henning Von Koss foi interpretada no mercado como um sinal de que a Medial poderia ser alvo de aquisição.

Como a Medial faz parte do Novo Mercado da BM&FBovespa, os minoritários terão direito de vender suas ações à Amil nas mesmas condições oferecidas aos controladores (R$ 17,2066 por papel). A empresa já informou que fará a oferta pública para a recompra de todos os papéis da Medial, que, se bem-sucedida, levará a sua saída da Bovespa.

O negócio ainda precisará ser aprovado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regulamenta o setor de planos de saúde no Brasil. Além disso, terá de ter o aval dos órgãos de defesa da concorrência brasileiros.


sábado, 31 de outubro de 2009

SP quer instalar chips em veículos para substituir radares

Todo governo tem por objetivo ajudar ao cidadão. Correto? Nem sempre, no caso do nosso governo municipal (assim como o estadual e federal) tem por objetivo viver cada vez sob dependência do cidadão.

A imaginação fértil na criação de taxas e impostos e a voracidade na arrecadação faz com que nós contribuintes sejamos cada vez mais punidos do que recompensados (mesmo que todo poder emana de nós mesmos).

Agora a mais nova idéia é a instalação de um chip capaz de monitorar o condutor em todos seus passos, e logicamente aplicar-lher a punição que a autoridade lhe impor, inclusive, como a própria reportagem diz, a possibilidade (e quando eles dizem possibilidade você já sabe que é possível mesmo) da implantação de sistema de pedágio, mas quando será que iremos receber do estado o nosso direito? Quando seremos indenizados, não pela vergonhosa forma de pagamento por precatórios, pelos atrasos incorridos em nossos compromissos pela notória incompetência de quem administra a nossa cidade, estado e páis?

Isso sem contar a vergonha da saúde, educação e segurança. Bem, segue abaixo a reportagem da Folha de São Paulo:


O secretário municipal dos Transportes de São Paulo, Alexandre de Moraes, informou que a prefeitura pretende instalar chips nos mais de 6 milhões de veículos da cidade, para monitorar a velocidade dos condutores e substituir os radares em 2011. A informação é da Folha de S.Paulo.

Segundo ele, o monitoramento será feito por antenas que mapearão 100% das vias da cidade. "Com essas antenas, não haverá necessidade mais de instalação de novos radares, porque elas poderão funcionar como radares para velocidade, para leitura automática de placas, para determinar que numa determinada via naquele momento só possam passar caminhões", afirmou.
Moraes afirmou ainda que o novo sistema poderá desafogar o tráfego. "Hoje, quando tem uma blitz, há necessidade daquele afunilamento, de ir parando carro por carro. Esse sistema, já com uma distância razoável, vai apontar qual é o veículo que está irregular, seja irregularidade administrativa ou irregularidade penal, veículo furtado ou roubado", disse o secretário.

Ele também afirmou que não há motivos para preocupação com relação ao sigilo das movimentações do proprietário do veículo. "Não há a mínima possibilidade de o operador que verifica o tráfego de veículos saber instantaneamente qual é o proprietário daquele veículo. Há uma série de codificações", disse. "Esse é um ponto para a população ficar absolutamente tranquila."

O secretário ressaltou que a prefeitura arcará com o custo de instalação dos chips. O prefeito da cidade, Gilberto Kassab (DEM), disse que a nova tecnologia permitirá a instalação de pedágios urbanos, mas disse que isso não vai ocorrer. "Nas cidades que quiserem implantar o pedágio, é evidente, é uma tecnologia que pode ser usada. Na cidade de São Paulo, não haverá pedágio urbano", afirmou.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bradesco vai compartilhar controle da OdontoPrev

Bradesco vai compartilhar controle da OdontoPrev

SÃO PAULO (Reuters) - Após uma tentativa fracassada de participar da recente consolidação no ramo de seguros, o Bradesco fechou acordo para assumir 43,5 por cento da OdontoPrev e compartilhar o controle da empresa de planos odontológicos com seu fundador e presidente. A expansão dos grandes grupos na odontologia não é novidade para nós, mas o que nos chama a atenção é o fato de que ela esta em um segundo plano, ao meu ver, quando uma operadora de seguros de saúde, como o Bradesco, entra em um negócio é para alavancar o já existente. Posso estar errado? Sim, mas ao que parece a odontologia será a base da pirâmide, ou seja, ao fechar um seguro de saúde corporativo a empresa "levará" vantagem na compra do pacote odontológico, a grande pergunta e os preços? Como será a integração dos associados Bradesco com a a Odontoprev? Será que o Bradesco irá se posicionar oferecendo melhores planos para os que já estavam e um menos atrativo para quem atende atualmente a Odontoprev? Isso, somente o tempo dirá.
Segundo fato relevante desta segunda-feira, a Bradesco Dental será incorporada pela OdontoPrev e em troca o banco receberá ações da companhia.Isso em parte responde alguns perguntas, mas será que conhecendo o Bradesco, como conhecemos, não haverá esta divisão, qual será a força desta "maioria" que detém a Odontoprev terá no conselho? Pelo que nós saibamos o Bradesco não esta saindo do negócio, muito pelo contrário.
A empresa combinada nascerá com 3,9 milhões de clientes, sendo 2,6 milhões da OdontoPrev e 1,3 milhão da Bradesco Dental, e com receita líquida anualizada de 533 milhões de reais.
Além disso, a Bradesco Saúde e o sócio-fundador da OdontoPrev, Randal Luiz Zanetti, que também preside a companhia, celebraram acordo de acionistas, já que passarão a deter, em conjunto, 51,06 por cento do capital da OdontoPrev.
O Bradesco vinha indicando que não tinha vocação para ser sócio minoritário no ramo de seguros. Como destaca o controlador da Odontoprev, o Bradesco não tem vocação para ser minoritário, e minoritário significa perder o controle nas decisões. O que de fato se pretende é abrir espaço para brigar no mercado e iniciar já com uma base de clientes de aproximadamente 4 milhões de vidas.
No final de agosto, o Itaú Unibanco assinou acordo para ficar com 30 por cento da Porto Seguro. Como pagamento, o maior banco privado do país cedeu seus ativos e passivos de seguros residenciais e automóveis.
Dias antes do anúncio dessa associação, Bradesco e Porto Seguro informaram sobre o fim das conversas para uma parceria.
No início de outubro, foi a vez de o
Banco do Brasil revelar uma aguardada reorganização de seus negócios de seguros, incluindo uma parceria com a espanhola Mapfre e proposta de compra da participação da Sul América na Brasilveículos.Como podemos ver o mercado esta se movimentando em busca de uma base de clientes com capacidade de adquirirem seguros, não há preocupação com a expansão e melhorias no sistema de atendimento e remuneração dentro do plano, penso exatamente o contrário, poderão propor diminuição com base no argumento da melhora da base de clientes, oferecendo mais oportunidade aumenta a demanda, e demanda em alta e capacidade ociosa é a receita para redução de preços e aumento dos prazos para pagamento.
Depois da incorporação da Bradesco Dental pela OdontoPrev, que depende de autorização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a empresa fará acordo operacional com o banco para distribuição de seus planos na rede da instituição financeira.
"A associação das duas companhias deve proporcionar ganhos de escala e de sinergia com combinação das melhores práticas de gestão de sinistros e, principalmente, pela combinação das plataformas comerciais e do acesso aos canais de distribuição do Banco Bradesco", segundo fato relevante. O valor esperado de economias de custos não foi revelado.Aqui esta o ponto a que me refiro. Quais serão as economias? O que significa esta sinergia?
Pelo novo acordo de acionistas firmado entre Bradesco e o fundador da OdontoPrev, o banco indicará três de oito membros do Conselho de Administração, incluindo seu presidente. Zanetti permanecerá na presidência-executiva da companhia.
Na semana passada, em entrevista durante a feira de telecomunicações Futurecom, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, disse a jornalistas que o banco estava confortável com sua posição no ramo de seguros, em meio à consolidação na indústria.

"O seguro é uma indústria que se fundamenta nos grandes números, porque o risco atuarial é minimizado quando você tem escala. E nós temos escala, com 26 milhões de portadores de apólices", disse Trabuco.Escala é tudo, mas onde entra a odontologia? Quais serão os ganho reais para quem estiver praticando a odonto para estas empresas. Acredito que a parte que menos irá ganhar esta fusão é a prática da odontologia que ofereça um retorno digno a quem a pratica.
(Reportagem de Cesar Bianconi)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

CURSO DE MARKETING DE SERVIÇOS - VOLTADO PARA RESULTADOS

Olá Pessoal

Esta programado para os dias 07 e 14 de Novembro próximo (dois sábados integrais) o meu novo curso no CETAO/ICS, MARKETING DE SERVIÇOS e convido-os para discutirmos os vários aspectos que envolvem esta área do conhecimento.

Tenho certeza que muitas dúvidas serão esclarecidas e muitas propostas também surgirão dos debates. Espero poder encontra-los.

Segue a programação do curso e o investimento é de R$ 200,00.

Abraços a todos

Parte um - Entendendo serviços, consumidores e mercados
- Introdução a marketing de serviços
- Comportamento do consumidor
- Posicionando serviços em mercados competitivos


Parte dois - Principais elementos do marketing de serviços
- Criando p produto que é serviço
- Elaborando o mix de comunicação de serviços
- Determinação de preços e gerenciamento de receitas
- Distribuindo serviços
Parte três - Gerenciando o processo de entrega de serviços
- Projetando e gerenciando processos de serviços
- Equilibrando demanda e capacidade
- Planejando o ambiente de serviço
- Gerenciando pessoas para obter vantagem em serviços
Parte quatro - Implementando o marketing de serviços
- Gerenciando relacionamentos e desenvolvendo fidelidade
- Retorno do cliente e recuperação do serviço
- Melhorando a qualidade e a produtividade do serviço
- Organizando para obter liderança em serviços

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Em tempos de competição acirrada por uma concorrência a cada dia menos comprometida com certos padrões éticos, ainda paira a dúvida quanto a abrir nosso próprio negócio, principalmente o profissional da área de saúde que vive este dilema no seu dia-a-dia.

Abaixo segue a reportagem de Luana Cristina de Lima Magalhães - InfoMoney, onde complemento com as variáveis deste mercado, esperando como sempre contribuir para o crescimento deste importante mercado.

Quer abrir um negócio próprio? Confira se você está preparado

Segundo administrador de empresas, Luiz Alberto Ferla, o primeiro passo é criar um plano de negócios. Bem quem teve a oportunidade de participar do nosso curso no CETAO (Como Administrar um Consultório)sabe muito bem o que isso quer dizer, sem um prévio planejamento não há como sobreviver neste ambiente, é necessário um levantamento minucioso com aplicações de todas as variáveis possíveis de serem mensuradas para estruturar o negócio em si, e com isso nos posicionarmos ante este mercado, então comece com a seguinte pergunta qual é o meu negócio? A quem pretendo servir?

O sonho de ter um próprio negócio faz parte dos planos de muitos profissionais. Entretanto, por nunca ter administrado uma empresa antes, este objetivo pode causar bastante dor de cabeça se não for bem planejado. Será que você está preparado para abrir um negócio próprio?

O grande problema é que muitas vezes não sabemos por onde e como iniciar este projeto, apenas fazemos e por fim acabamos querendo fazer tudo para todos, o que se torna uma receita para cairmos na vala comum e conseqüentemente, para a mediocridade.

Com um plano de negócio estruturado, Ferla destaca que o profissional precisa avaliar alguns aspectos antes de abrir um negócio próprio. O primeiro deles é o conhecimento do mercado no qual irá atuar. "Ter familiaridade com a área de atuação é importante para o êxito do negócio. Geralmente, quando se conhece o assunto, fica mais fácil negociar com fornecedores, saber o que diferencia um produto do outro, por exemplo. É preciso saber o terreno onde se pisa".Muitas vezes o profissional da área de saúde nem ao menos sabe ao certo seus custos, ou melhor, não sabe distinguir custo de despesas e com isso acaba firmando contratos com convênios que repassam valores que não possibilitam cobrir estes custos e despesas, e com isso vem o prejuízo e as frustrações.

Depois, o administrador ressalta que é necessário fazer uma pesquisa de mercado, para checar se este negócio terá clientes e concorrentes. "Saber quem serão seus futuros clientes é extremamente importante. Se você deseja abrir uma mercearia no bairro onde mora, vale fazer uma consulta prévia com alguns moradores para estar seguro de que um comércio deste gênero é bem vindo na região. Outra dica é procurar ajuda especializada".Isso faz parte do posicionamento, saber onde se colocar estrategicamente faz parte do negócio, criar facilidades ao cliente pode ser um diferencial competitivo, se instalar em um condomínio onde já atuam vários outros profissionais e dividir receita na certa, é preciso pesquisar cada ponto antes de abrir o seu consultório.

Além disso, o profissional deve ter consciência de que seu negócio pode demorar a apresentar lucro. "É preciso estar ciente de que os ganhos só poderão ser medidos após seis meses, ou mais, a partir da abertura do negócio. Por isso, é fundamental ter capital de giro e, de preferência, também um fundo de reserva para alguma emergência".Os lucros virão com o tempo, com o aumento da clientela e com o desenvolvimento do marketing da confiança, o lucro advém das boas práticas de administração como controle financeiro, de estoque e a criação de métricas seguindo padrões contábeis.

Outro aspecto importante para se pensar diz respeito aos riscos do negócio. "Todo negócio tem um período de amadurecimento. Ao longo desse tempo, podem ocorrer altos e baixos, que fogem ao controle ou planejamento inicial do empresário, como uma crise na economia. Por isso, o empreendedor tem de estar certo de que, se perder o dinheiro investido no negócio, não terá sua vida financeira destruída", lembra Ferla.Nem tudo na vida são rosa, mas também não só espinho, o que precisamos ter em mente é que com a criação dos parâmetros citados acima, podemos gerir melhor nosso negócio, mas para aqueles que estão iniciando suas carreiras, em minha opinião faz mais sentido trabalhar por alguns anos em consultórios terceirizados e com o tempo e experiência, além de aplicação nos estudos da administração, ir amadurecendo a idéia do seu negócio próprio.

Por ser difícil trabalhar sozinho, o empreendedor precisará da ajuda de outros profissionais. Logo, ele deve pensar se será preciso contratar pessoas. "É importante checar se há profissionais qualificados no mercado para a sua área de atuação, informar-se de como contratá-los e verificar se será mais vantajoso terceirizar o serviço, sempre analisando os custos que isto acarretará para a empresa".Costumo sempre dizer, se você não sabe o que esta procurando qualquer coisa que achar serve, então antes de contratar uma recepcionista ou secretária, procure desenvolver um perfil com as qualificações que este profissional deve ter para atender aos seus clientes e não a você, é comum contratarmos alguém que nos agrade, mas nem sempre este deve ser o foco, deveríamos nos guiar pelo perfil e pelas competências desenvolvidas pelo profissional avaliado.

Checando todos esses aspectos, para transformar uma idéia de negócio em realidade, o profissional precisa verificar quais são as suas condições financeiras para abrir um negócio próprio. "É de suma importância avaliar o valor do investimento inicial para abertura de um negócio. E o plano de negócio facilita esse cálculo. O melhor é iniciar sem dívidas. Quando isso não for possível, é preciso planejar para que o pagamento do empréstimo não ultrapasse os lucros esperados pela empresa".Certos cuidados são necessários quando decidimos abrir nosso próprio negócio e um deles é não super estimar os lucros, o que é comum, pois tudo acontece naturalmente para nós, mas o que temos visto não é bem assim, por esta razão se prepare bem financeiramente, assim como psicologicamente, pois as frustrações virão com o tempo se as coisas não andarem como você havia previsto, mas não desista, aplique as boas práticas de administração que você em um futuro próximo colherá os frutos do seu trabalho.

Por último, na opinião de Ferla, o profissional tem de verificar se este trabalho proporcionará felicidade. "Gostar da área em que vai atuar é importante para criar um ambiente favorável ao sucesso do negócio. Trabalhar com prazer e dedicação vai tornar o dia-a-dia do empresário mais agradável e, consequentemente, mais produtivo". Esta regra vale para tudo e para todos, principalmente quando formos contratar um colaborador, nascemos para sermos felizes e para isso precisamos encontrar a satisfação no desempenho de nossas funções, isso também ajuda, pois nenhum cliente gosta de ambiente que não transmita paz e felicidade, sorria, planeje e sonhe, pois como disse Fernando Pessoa - "Nós somos do tamanho de nossos sonhos"

Você se sente precionado no ambiente de trabalho?

Muitas vezes reclamamos das cobranças, das chateações etc do ambiente de trabalho, ou seja, reclamamos das constantes pressões a quais somos submetidos no dia-a-dia. Bem a boa notícia é que a coisa poderia ser pior, veja a reportagem abaixo extraída do Portal Terra/Invertia.

Vice-presidente pede demissão de empresa após 24º suicídio
O vice-presidente da France Telecom, Louis-Pierre Wenes, pediu demissão do cargo, segundo informações do jornal britânico The Guardian divulgadas nesta segunda-feira. A saída de Wenes se dá após uma onda de 24 suicídios na empresa desde fevereiro de 2008 - o último há cerca de uma semana.

A companhia afirmou nesta segunda-feira que o diretor-executivo, Didier Lombard, aceitou o pedido de Wenes, que será substituído por Stephane Richard, ex-vice-presidente das operações internacionais e também cotado para assumir a direção geral da empresa em 2011.

Também sofrendo pressão de sindicatos para renunciar, Lombard anunciou recentemente um programa de troca compulsória de gerentes e afirmou que não pretende deixar o cargo. A France Telecom foi privatizada em 1998, mas cerca de dois terços dos funcionários ainda trabalham com contratos semelhantes aos de funcionários públicos, com garantias de emprego.

Segundo o jornal, um colega de trabalho do último suicida disse a uma rádio francesa que o homem afirmava que o trabalho que exercia não era para ele. O funcionário deixou um bilhete antes de se jogar de uma ponte nos Alpes, culpando a "atmosfera" de seu trabalho. Assim como casos de suicídio anteriores, o homem havia recentemente sido transferido de função dentro da France Telecom e começou a ser cobrado por metas.